FESTIVAL DE CULTURA JUNINA

10 julho 2019
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Notícias
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Projeto desenvolvido por AABB Comunidade promove atividades de complementação escolar para enriquecer repertório dos educandos sobre a Festa Junina

O mês de junho é marcado por uma tradicional comemoração na cultura brasileira: a Festa Junina. A data, que muitas vezes se estende pelos meses seguintes, é uma ótima oportunidade para realizar ações e projetos com os educandos, visando enriquecer o conhecimento de todos do Programa quanto ao tema festivo. Inspirado nisso, o AABB Comunidade Camutanga (PE) desenvolveu um projeto pedagógico intitulado Festival de Cultura Junina.

Com o objetivo de compreender a história da Festa Junina, bem como seu valor dentro do folclore brasileiro, destacando seus aspectos sociais e religiosos, o projeto se baseia em atividades relacionadas a nove macrocampos:

  • Leitura e escrita: Explorar a leitura de textos informativos, poesias temáticas, músicas juninas, além da realização de atividades escritas, como quadrinhas, caça-palavras e cruzadinhas. Os educandos podem, ainda, produzir um livrinho, listando as comidas e bebidas típicas juninas, e produzindo literatura de cordel.

 

  • Matematização: Um bom jeito de aplicar a matemática no projeto é por meio das comidas: conhecer as comidas típicas e explorá-las no que se refere a quantidades, preços, tempo de preparo, medidas de massa e fração. Os educadores podem criar desafios com problemas matemáticos e geométricos envolvendo possíveis situações da festa junina.

 

  • Cultura e artes: Incentivar os educandos a pesquisarem sobre a origem das festas juninas e os santos do mês. Conhecer o significado das danças típicas, como a dança do pau de fitas, quadrilha, xote, forró, ciranda e outras. As crianças podem, também, produzir cartazes com o material produzido. Outra dica é a ornamentação das áreas da AABB.

 

  • Direitos Humanos e cidadania: Localizar, geograficamente, os países que deram início às festas juninas, como França e Portugal. Fazer o mesmo no mapa do Brasil, destacando as regiões e a maneira como a festa junina é comemorada em cada uma delas, respeitando a cultura e a diversidade cultural de cada lugar. Conversar também sobre os direitos adquiridos pelos pequenos agricultores, jornadas de trabalho, valorização salarial entre outras.

 

  • Esporte e jogos: Conhecer as brincadeiras típicas e apresentá-las na festa junina, como a corrida de saco, corrida do ovo, pau de sebo e a pescaria.

 

  • Cuidado socioambiental: Desde 1965, soltar balões, atividade típica de festas juninas, é crime previsto pelo Código Florestal. Por isso, é importante referendar o risco de balões e suas consequências, bem como o desmatamento ilegal de árvores para comércio e utilização de fogueiras.

 

  • Saúde integral: Falar sobre os alimentos que fazem parte da culinária junina e como são produzidos. Pode-se convidar um nutricionista para palestrar sobre o valor nutricional das comidas típicas. Os educandos, então, podem elaborar resumos do conteúdo em cartazes.

 

  • Comunicação e tecnologia: Utilizar as redes sociais e equipamentos digitais para divulgar e registrar o projeto, como também relacionar os avanços tecnológicos e sua utilização para o homem do campo nas diferentes regiões brasileiras.

 

  • Trabalho e protagonismo: Os educadores podem discutir com os alunos sobre a contribuição das festas juninas para o mercado de trabalho, a força das atividades agrícolas no país e questões sobre os pequenos e grandes proprietários de terra.

O projeto também sugere uma pesquisa com as famílias dos educandos, para aumentar o conhecimento das crianças sobre as tradições juninas que evoluíram ou que não existem mais. Perguntas que podem ser feitas:

Como eram realizadas as festas juninas na sua época? Que tipo de brincadeiras eram feitas? Como era sua participação? Que alimentos eram consumidos? E a vestimenta, como era?

No Programa Camutanga (PE), para a culminância do projeto, foi realizado o Festival de Cultura Junina do AABB Comunidade, no dia 27 de junho, com apresentações das produções dos educandos por macrocampo. Para o Coordenador do Programa idealizador, o projeto foi um sucesso, graças à exploração dos campos de atuação. “O intuito do projeto é a gente tentar abranger os macrocampos, abordados nos conteúdos pedagógicos, dentro do cotidiano dos alunos”, afirmou ele.

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